Saudade II


sentado na beira de uma janela
no alto de um dia soalheiro
observo a espuma do tempo
a rebentação das ondas nas rochas costeiras

sinto a brisa húmida
afagar-me o rosto
não tenho mais lágrimas para chorar
não tenho os teus olhos para mergulhar

miro o horizonte e olho para nada
é o vazio nos meus olhos
deixado pela tua partida
é o tempo da saudade
que o mar me traz

no alto do forte do Pai Mogo
avisto os dias avulsos
de perdas e desencontros
dias de saudade de ti

Atit Ordep
16/08/2007

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