Aves sem pouso
Percorro o território do teu corpo
e um ninho, um pouso busca a boca cega
salivando saliências e reentrâncias
que dás e negas, tão cheia de graça,
e és tão cheia de ninhos, só que pairas
em páramos que esboças pelo teto
quando descerro as portas que me trancam
o coração, e o coração já voa
também por outros páramos, por onde
como soltos no espaço nós soltamos
essas aves que em vão buscam um pouso.
Afonso Félix de Sousa
________________________________________
Se gostas de Poesia ajuda a divulgar este Blog
Tem cerca de 2000 poemas dos mais diversos autores
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário