Gritos calados
Gritos calados
imagens vagas, fugitivas
gritam palavras odiosas
no muro dos silêncios consentidos
os olhos incendiados
projectam rancores obtusos
nas mulheres indefesas
o sangue que escorre
pelas mãos assassinas
tem o fedor do ódio
deseja a morte do carrasco
quando os punhos que foram mãos
amassam a sua alma torturada
facas afiadas cortam os sonhos
mulheres prisioneiras no seu corpo
gritam para que as libertem
morreram na indiferença
de quem as podia salvar
gritos calados
ainda se ouvem na noite
Atit Ordep
09/07/2007
________________________________________
Se gostas de Poesia ajuda a divulgar este Blog
Tem cerca de 2000 poemas dos mais diversos autores
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário